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Turismo projeta ocupação de 65% 




Depois de uma temporada frustrante para o turismo catarinense, a Semana Santa promete um fôlego extra para os empresários do setor. Não que a Páscoa garanta o movimento por si só — hotéis e pousadas ainda dependem que o tempo colabore para a vinda de visitantes ao litoral do Estado. Em Florianópolis, a previsão é de uma ocupação de 65% dos leitos, índice próximo do registrado em 2016.

— Essa é a previsão, mas depende do tempo. Se estiver bom, ajudará na vinda dos turistas, se for ruim, pode prejudicar o movimento — diz Estanislau Bresolin, presidente do Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Florianópolis (SHRBS).

A principal aposta dos empresários é no turismo doméstico, ou seja, visitantes de outras cidades brasileiras. Para os bares e restaurantes, representados pela Abrasel SC, a expectativa é positiva para o período.

– Com o câmbio nestes patamares, acredita-se que aumente o turismo doméstico. Além disso, um dos efeitos da crise é que o morador não viaje no feriado, o que acaba aumentando o fluxo em bares e restaurantes – afirma o presidente da Abrasel-SC, Raphael Dabdab.

Balneário Camboriú tem programação temática

A prefeitura de Balneário Camboriú já começou a decoração de Páscoa, feita com materiais dos anos anteriores como forma de economizar gastos. Embora seja um agrado ao turista, para o presidente do Convention & Visitors Bureau da cidade, João Francisco Barão, é preciso mais:

— Nossas ações ainda são tímidas, precisamos investir em grandes eventos específicos para a data, trazer o clima de Páscoa para o turista. No Vale, por exemplo, temos a Osterfest, que é um sucesso — diz Barão, que é empresário no setor de gastronomia.

Ele também aposta no tempo bom para impulsionar o movimento de visitantes, principalmente de fluxo interno, com pessoas que têm casa de praia na cidade e deixam para decidir se vão viajar na última hora.

Vice-presidente do Convention de Balneário Camboriú, a empresária do ramo hoteleiro Margot Libório acredita que o movimento de turistas estrangeiros, da Argentina, Uruguai e Paraguai, será satisfatório para o período. Ela acredita que a taxa de ocupação dos leitos ficará em 70%:

— Não só o feriado, mas toda a primeira quinzena de abril terá um movimento excepcional. Os países vizinhos, como o Uruguai, têm uma semana inteira de folga na Páscoa, os paraguaios costumam viajar muito nessa época.

Margot também considerou a temporada atípica, embora não totalmente ruim. Mas faz um mea culpa sobre a responsabilidade do setor em estar acomodado para receber os turistas. Para ela, falta inovação e profissionalismo também por parte do poder público:

— A taxa de ocupação foi boa, mas os resultados não apareceram no comércio e nos restaurantes, por exemplo. Não é só abrir um estabelecimento para o turista gastar. Eles estão vindo mais informados e nós acabamos não correspondendo às expectativas.

Otimismo na Serra

Na Serra catarinense, a expectativa para a Semana Santa é de um crescimento de 5% a 8% no número de visitantes em relação ao feriado do ano passado. No geral, a ocupação deve ficar acima dos 90% e há alguns casos de hotéis e pousadas lotados com antecedência. Na região serrana, ao contrário do litoral, a expectativa para alavancar as vendas no feriadão é de chegada de uma massa de ar polar para que mais pessoas partam em busca do frio.– Cada um com a sua torcida – brinca Mario Cesar Alves, presidente do sindicato dos hotéis da região serrana.Um dos empreendimentos em que a lotação máxima está garantida é o Hotel Boqueirão. Segundo o dono Rogério Silveira, a Páscoa é um dos períodos mais rentáveis.— Desde que abri o hotel, em 1990, todo ano lota.

( Diário Catarinense, 10/04/2017)



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