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Tratamento de esgoto deve chegar a 74% em Florianópolis em dois anos, afirma Casan




A Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) anunciará nesta quarta-feira (8) um pacote de investimentos de R$ 349,3 milhões em esgoto sanitário em Florianópolis com a promessa de alcançar 74% de cobertura de esgoto tratado na Capital em dois anos. Para cumprir o objetivo, serão construídas novas estações de tratamento de esgoto e redes serão ampliadas. Além de anunciar oficialmente o pacote de investimentos, a Casan também assina nesta quarta-feira a ordem de serviço para a construção da ETE (Estação de Tratamento de Esgoto) do Rio Tavares, que tratará esgoto no Campeche – primeiro bairro do Sul da Ilha a ter o sistema. De acordo com o presidente Valter Gallina, este é o maior volume de investimentos em esgoto em Florianópolis.

Além do Sul, as melhorias também contemplarão bairros do Norte da Ilha, como Ingleses e Santinho, da região da bacia do Itacorubi, do Saco Grande e do Continente (Abraão e Capoeiras). “Este investimento histórico será uma avalanche de obras em Florianópolis para melhorar o saneamento básico em várias regiões”, afirma Gallina.

O índice de esgoto coletado e tratado na Capital já deveria ser muito superior aos atuais 54,7%. Na meta estipulada em 2011 pelo Plano de Saneamento em Florianópolis, o atendimento à população com redes de esgoto deveria ser superior a 70% em 2015. Em 2014, a Casan fez investimento de R$ 1,2 bilhão em sistemas de esgotamento sanitário no Estado, incluindo a Capital, e previa que Florianópolis teria 75% de esgoto tratado até 2016. O índice não passa de 55%, mas, segundo Gallina, os 74% de atendimento estão garantidos nos próximos dois anos.

A maior parte dos R$ 349 milhões do pacote é um financiamento feito pela Casan com a Jica (Agência Internacional de Cooperação Japonesa), que assegurou R$ 240 milhões. O restante advém da própria Casan, da Caixa Econômica Federal e do OGU (Orçamento Geral da União).

Sul da Ilha finalmente terá esgoto tratado

Desde 2010, a Casan e o governo do Estado negociam com a Jica investimentos para o saneamento básico em Florianópolis. O principal entrave no processo nos últimos anos foi a polêmica sobre a construção de um emissário submarino no Sul da Ilha, que despejaria os efluentes em alto-mar, a quatro quilômetros da orla da Ilha do Campeche. O emissário passou a ser um plano futuro da Casan que, agora, aposta na construção da ETE ao custo de R$ 35 milhões e a finalização da rede no Campeche por R$ 30 milhões.

Com a estação concluída, no prazo de um ano e meio, a Casan começará a coletar e tratar 100% do esgoto do Campeche, região que tem rede coletora sem uso desde 2008. Com tratamento terciário, a água sairá com 97% de pureza da ETE. Segundo Válter Gallina, o sistema beneficiará 12 mil residências.

Em uma segunda etapa, quando a Casan deverá buscar mais investimentos, a companhia deverá tratar o esgoto dos bairros Tapera, Rio Tavares e Ribeirão da Ilha. A terceira etapa no Sul da Ilha, a depender de outros investimentos, implantará o sistema de emissário submarino – previsto para 2020. Segundo Gallina, hoje a Casan tem o EIA/Rima (Estudo de Impacto Ambiental/Relatório de Impacto ao Meio Ambienta) do emissário e está fazendo o estudo oceanográfico no local.

Pacote de obras que será anunciado nesta quarta-feira

Inauguração das obras de ampliação do Sistema de Esgotamento Sanitário da Área Continental, nos bairros Capoeiras e Abraão. Ao custo de R$ 21 milhões, o sistema está em operação e proporciona 100% de atendimento aos dois bairros e 95% de atendimento na área continental.

Ordem de serviço para o início das obras da ETE Rio Tavares para tratamento do esgoto do Campeche. Ao custo de R$ 65 milhões, as obras devem estar prontas em um ano e meio.

Leia na íntegra em  Notícias do Dia Florianópolis, 08/03/2017.



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