Por Assessoria de Comunicação

GELOG/UFSC realizada mapeamento da cadeia de suprimentos do pescado para Programa Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia




O mapeamento da cadeia de suprimentos do pescado em Florianópolis demonstrou que a realidade de parte do comércio de peixes e frutos do mar na capital está distante do que prega a legislação.

Esta constatação reforça a urgência da reformulação do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), cuja aplicação atualmente é considerada inviável por pescadores, comerciantes e proprietários de restaurantes.  O estudo feito pelo Grupo de Estudos Logísticos (GELOG/UFSC) foi apresentado na última reunião da Confraria Cidade da Gastronomia, uma iniciativa do Programa Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia, coordenado pela FloripAmanhã. O encontro dos chefs, proprietários de restaurantes, produtores e outros agentes relacionados com a gastronomia local foi realizado no restaurante Fedoca do Canal, na segunda-feira (06/03).

Para se ter uma ideia, a legislação atual obriga os restaurantes a comprarem peixes somente de entrepostos, a maioria localizada em Biguaçu e Palhoça. Ou seja, um empreendimento na Barra da Lagoa, por exemplo, não pode comprar o peixe dos pescadores artesanais do bairro. O peixe deve ser vendido para um entreposto no continente, para depois ser comprado pelos restaurantes localizados na Ilha. Segundo relatório do GELOG, disponível em floripamanha.org, “a obrigatoriedade atual dos pescados de passarem por entrepostos gera um aumento no tempo de entrega ao consumidor final e acarreta mais custos ao produto”. O relatório destaca ainda que existe uma falta de clareza sobre as responsabilidades dos órgãos fiscalizadores, permitindo, muitas vezes, que os produtos passem por toda a cadeia sem serem inspecionados.

Observatório da Gastronomia

O projeto de mapeamento da cadeia de suprimentos do pescado em Florianópolis tem ligação direta com o Observatório da Gastronomia, iniciativa do Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia. O Observatório é uma plataforma digital idealizada pelo Programa Florianópolis Cidade UNESCO da Gastronomia para a geração e gestão de conhecimento ligado à gastronomia em Florianópolis, no Brasil e possivelmente em outros países parceiros. Os dados do mapeamento serão utilizado no Observatório que está em desenvolvimento, e novos estudos devem ser realizados para aprofundar este mapeamento.

Veja a íntegra o relatório.

Grupo Gestor

O Grupo Gestor do Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia — cuja coordenação técnica é realizada pela Associação FloripAmanhã — conta com a participação da ABRASEL (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Santa Catarina), CDL Florianópolis, CEART/UDESC (Centro de Artes da Universidade do Estado de Santa Catarina), Faculdades Estácio/ASSESC, Fecomércio – SC, Florianópolis e Região Convention & Visitors Bureau, IFSC (Instituto Federal de Santa Catarina), Minha Floripa, SANTUR, SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina), Secretaria Municipal de Turismo de Florianópolis, SESC (Serviço Social do Comércio de Santa Catarina), SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial de Santa Catarina), SHRBS (Sindicato de Hotéis Restaurantes Bares e Similares de Florianópolis), UNISUL (Universidade do Sul de Santa Catarina) e UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina)

O Programa Florianópolis Cidade Criativa UNESCO da Gastronomia tem como parceiros estratégicos a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Bristish and American, Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), SEBRAE-SC, SENAC e Propague.

Além de Florianópolis, a Rede Mundial de Cidades Criativas – Gastronomia é composta pelas cidades de Shunde e ChengDu (China), Tsuruoka (Japão), Popayán (Colômbia), Zahlé (Libano), Jeonju (Coréia do Sul), Östersund (Suécia) e as novas integrantes (desde dezembro 2015) Belém (Brasil), Ensenada (México), Rasht (Irã), Dénia (Espanha), Tucson (EUA), Phuket (Tailândia) e Gaziantep (Turquia).



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