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“Faltam marinas, espaços de eventos e investimentos em parques naturais”, afirma o presidente da Embratur

(Por Rafael Martini,  Diário Catarinense, 11/02/2017)

O senhor conversou com o presidente Michel Temer sobre medidas para desatar as amarras que atrapalham o desenvolvimento do turismo. O caso dos vistos é um exemplo. O que se planeja para superar tanta burocracia?

Tivemos duas audiências com presidente Temer recentemente, o ministro do Turismo, Marx Beltrão e eu. Estamos propondo reformas no turismo para acompanhar o conjunto de reformas do governo. O Brasil tem o maior potencial natural para o turismo no mundo, mas conta com um dos piores ambientes de negócios. Só Botswana e outros dois são piores. Segunda-feira estaremos com o chanceler José Serra para conversar sobre a questão dos vistos de turistas. Também estamos propondo abertura nas aéreas para aumentar competição e baixar preços. Transformação da Embratur em agência também. E várias outras virão.

Os números do turismo ficaram abaixo do esperado para Santa Catarina nesta temporada, segundo o trade, a exemplo de quase todo o Brasil. Como esta indústria pode ajudar o país a sair da recessão?

Não temos os números fechados, pois a temporada vai se alongar com o Carnaval no final do mês. Mesmo assim, os efeitos serão muito bons neste momento de crise, pois os recursos do turismo se distribuem pela economia meses à frente. Para termos melhores resultados temos que promover mais. E precisamos de mais investimentos em equipamentos. Hoje temos um hotel em construção em Florianópolis, 12 em Chapecó e 32 em Maceió. Faltam marinas e portos turísticos, espaços de eventos, investimentos em parques naturais. Aí sentiríamos muito mais a força do turismo, nos impostos e nos empregos. Mas a decisão de apoiar o turismo a sociedade catarinense ainda não tomou definitivamente.

 

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