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Contorno viário de Florianópolis muda o cenário da zona rural e separa famílias

Pensado para reduzir o tráfego de longa distância no perímetro urbano da BR-101 na Grande Florianópolis e aproximar as pessoas, o contorno viário de Florianópolis também é o calvário de algumas famílias. O aposentado Quirino Albino da Silva Filho, que viveu os 71 anos da sua vida ao lado dos parentes no bairro Colônia Santana, em São José, só pensa na indenização pela desapropriação para buscar outro canto para morar. O contorno viário terá 50,08 quilômetros de extensão pelas zonas rurais das cidades de Governador Celso Ramos, Biguaçu, São José e Palhoça, e mudará o cenário e a rotina de centenas de famílias até 2019.

Atualmente, a obra vem sendo executada em três trechos: Norte B (Biguaçu) e Intermediário 3 e 4 (ambos em São José), o equivalente a pouco mais de 16 quilômetros. Nos próximos meses, a Autopista Litoral Sul pretende começar os trabalhos em mais dois trechos, em Biguaçu, de mais 16 quilômetros. O número de operários oscila entre 550 e 600, que operam 200 máquinas.

Para executar a obra por inteiro, a Autopista precisa desapropriar 1.043 áreas. As terras dos irmãos Quirino e Longino da Silva, 74, estão entre os 396 imóveis que ainda não foram desapropriados. Antes do contorno viário, eles viviam em uma comunidade de seis casas e 16 pessoas. “A desapropriação está sendo complicada. A minha casa não seria indenizada, mas agora será. Minha irmã piorou do câncer que estava tratando e acabou morrendo. Já o meu sobrinho achou melhor pegar a família e ir para outro bairro. E eu também farei o mesmo”, lamentou Quirino, cuja propriedade está no meio da obra e impede o avanço da rodovia.

A expectativa é de que o contorno retire mais de 20 mil veículos pesados da BR-101 da região metropolitana de Florianópolis. Em São José, a obra começou em maio de 2014, e em Biguaçu, em abril de 2015.

Aposentado perde gado e constrói casa duas vezes

Aos 74 anos, o aposentado Longino Quirino da Silva perdeu oito bois e um cavalo com a construção do contorno viário. Ele foi obrigado a vender os animais quando soube que seria desapropriado. Mesmo sem receber toda a indenização, Longino saiu da antiga casa e construiu outras duas residências pela confusão dos intermediadores da desapropriação. “Perdemos o nosso sossego e para piorar não pagaram da maneira combinada. Sem ter um lugar para morar, comecei a construir outra casa e mandaram demolir quando eu estava colando a laje, porque disseram que seria muito perto da estrada. Quando desmanchei, eles voltaram a liberar com a justificativa que estava a mais de seis metros da rodovia, que é a área de recuo. Assim, não sobrou alternativa e reconstruí a minha casinha”, contou com lágrimas nos olhos.

Leia na íntegra em Notícias do Dia Florianópolis, 05/11/2016.

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