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Revitalizadas ou adotadas, praças se tornam ponto de encontro de moradores de Florianópolis




Abandono e descaso

No coração da Capital, a praça Tancredo Neves é exemplo negativo da gestão de espaços públicos. Localizada no centro de prédios importantes, como Assembleia Legislativa de Santa Catarina, Tribunal de Justiça de Santa Catarina, Tribunal de Contas do Estado e Fórum de Florianópolis, a praça está abandonada há anos e transformou-se apenas em ponto de passagem.

“Aqui é um espelho da cidade. O espaço deveria ser melhor cuidado”, diz o funcionário público Gilberto Vasconcelos, 50. Atendente do estacionamento do Hospital de Caridade, a poucos metros de distância da praça, Darlan Andrade, 24, lamenta o descaso. “Faz tempo que está abandonada. É uma vergonha”, reclama. “Precisaria de uma boa pintura, mais plantas e menos mato, mais bancos e, quem sabe, uma reforma no antigo chafariz”, completa.

A Floram reconhece que espaço poderia ser recuperado, mas não tem uma previsão de quando isso poderia acontecer. “Precisaria de uma intervenção bem grande, até por conta do chafariz que não funciona. Isso tem um custo alto de manutenção, mas é preciso elaborar um projeto para que a praça fique agradável e aprazível”, diz Carolina Amorim. Em fevereiro do ano passado, a prefeitura anunciou que a praça seria revitalizada, por meio de parcerias financeiras com os órgãos do entorno.

Publicidade indireta

Por meio do programa Adote uma Praça, implantado em 2007 com base na Lei Municipal 2.668/87, qualquer empresa pode adotar um espaço público (praças, canteiros, rótulas, etc.) em Florianópolis.  Basta entrar em contato com a FloripAmanhã ou procurar o Pró-Cidadão e aguardar a análise técnica da Floram para a assinatura do termo de adoção.

Feito isso, o retorno para a empresa se dá por meio de publicidade indireta. “A empresa se responsabiliza pela manutenção do espaço e em contrapartida pode instalar duas placas de adoção, caso o local tenha até 5.000 m². De certa forma, é uma publicidade para a empresa, que mostra que ela se preocupa com a cidade”, explica Carolina Amorim.

Outra possibilidade, voltada mais para empreiteiras e construtoras, é a instalação de uma obra de arte em espaços públicos. Para isso, é preciso entrar com um requerimento no Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis). “Ao colocar uma obra de arte em um local público, as construtoras podem receber em troca um aumento de 2% no Índice Nacional de Custo da Construção do Mercado”, afirma a chefe do Departamento de Praças e Arborização Pública da Floram.

Espaços públicos: 208

Praças adotadas: 66

Região central: 15

Carvoeira: 1

Córrego Grande: 1

Costeira do Pirajubaé: 1

Itacorubi: 5

Lagoa da Conceição: 4

Canasvieiras: 8

Jurerê: 8

Ingleses e Rio Vermelho: 18

Continente: 5

Outros espaços adotados: 41

Ilha: 34

Continente: 7

Fonte: Floram

Principais regras para adoção de um espaço

- Podem ser adotantes empresas, clubes de serviços ou sociais, associações de bairro, entidades de classe e outras

- Ficará por conta do adotante aquisições, manutenção e equipamentos de lazer

- Toda e qualquer benfeitoria deverá ser analisada e autorizada pela Floram

- Se a área já estiver urbanizada, o adotante fica responsável pela sua conservação e limpeza, incluindo o corte da grama e os equipamentos existentes

- Se a área não estiver urbanizada, o adotante fará os melhoramentos necessários, assumindo a manutenção posterior

- A adoção poderá ser divulgada através de placas instaladas na área verde, de acordo com os padrões fornecidos pela Floram

- Não é permitida a exploração comercial da área verde adotada nem o seu uso privativo. A adoção não pode prejudicar o uso público do local

- É permitida a adoção por mais de uma entidade, formando consórcio

– Não poderá ser utilizada a área adotada para merchandising

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