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Falta de mobilidade urbana chama atenção em estudo de Florianópolis

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A falta de mobilidade urbana em Florianópolis foi um dos pontos que mais preocupantes no estudo Sinais Vitais, que mostra indicadores da qualidade de vida na capital catarinense, apresentado nesta segunda-feira (21) na Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc).  A cidade é também uma das que tem a mais alta mortalidade no trânsito e que mais pessoas assumem dirigir depois de beber.
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Os dados do estudo estão divididos em cinco eixos: segurança, mobilidade, saúde, educação e desenvolvimento urbano. Entre as entidades que fizeram o estudo está o movimento Floripa Te Quero Bem. Segundo a organização, um dos maiores problemas foi conseguir os dados atualizados dos órgãos públicos.
Segundo o plano diretor de Florianópolis, a estimativa para 2035 é de 800 mil moradores. Um dos pontos que mais chamou a atenção foi a falta de mobilidade urbana. O trânsito caótico atrasa o desenvolvimento da economia e mata mais do que os homicídios.

Problemas de mobilidade
Em Florianópolis, o cidadão fica, em média, 44 minutos no trajeto entra a casa e o trabalho. É uma das maiores médias entre capitais, maior até do que São Paulo, com 42,8 minutos, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). E o número de carros não para de crescer.
“O que acontece é que nós vivemos numa cidade onde a economia cresce, mas cresce em uma velocidade reduzida, mais reduzida que a velocidade com que cresce a população.  E o número de carros e motos que entram no círculo do trânsito da nossa cidade cresce”, afirmou o gerente-executivo do Instituto Comunitário Grande Florianópolis (Icom), Anderson Giovani da Silva.
O que pode evitar esse crescimento é o transporte público. Mas os números mostram que, por enquanto, ele não atraente. Ir para o trabalho de ônibus pode ser quase duas vezes mais demorado do que ir de carro ou moto.

Acidentes fatais
Um problema mais sério relacionado ao trânsito é a taxa de mortalidade em acidentes, que é superior a da maioria das capitais. Para cada 100 mil habitantes, 22 morrem. A capital que chega mais perto é o Rio de Janeiro, com quase 17 mortes, conforme o Mapa da Violência de 2014.
“Os jovens de 18 a 24, 25 anos que morrem no transito não tem um perfil necessariamente. São praticamente todos os jovens que se colocam em risco no trânsito ou que são colocados em risco no trânsito”, disse o gerente-executivo do Icom.
Mesmo com tantas mortes, falta consciência dos motoristas. Florianópolis é a capital em que mais pessoas assumem que dirige depois de beber, 9,6% dos motoristas. A média no Brasil é de 4,6%, segundo o Ministério das Cidades.
“As estratégias para que se possa controlar o uso do álcool ainda precisam ser reforçadas. Nós precisamos de mais presença de controle nas ruas para que os motoristas se conscientizem da importância de, se beber, usar um transporte alternativo”, afirmou a coordenadora do Mobfloripa, Cláudia de Servi.
(G1 Santa Catarina, 21/03/2016)

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