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CPI dos Radares: Policiais afirmam que dinheiro apreendido no RS era para caixa 2 de campanha

A CPI dos Radares ouviu nesta quarta-feira, 11, os dois policiais rodoviários do Rio Grande do Sul que abordaram o carro em que estavam os guardas municipais de Florianópolis, Jean Carlos Cardoso e Júlio Pereira Machado, em setembro do ano passado, na cidade de Lajeado (RS), com cerca de R$ 100 mil e um termo de aditivo para a empresa Kopp, na época responsável pelos radares de fiscalização de velocidade na Ilha de Santa Catarina. As informações são da Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal.

Os policiais apresentaram fotografias do dia da apreensão que mostram o dinheiro, quase R$100 mil, e outros documentos apreendidos, entre eles o aditivo para a empresa Kopp. As imagens também mostram que os servidores estavam com adesivos de campanha dos políticos Raimundo Colombo, Dário Berger e Wanderlei Agostini.

Segundo Douglas Paveck Bonfim, o primeiro a depor, foi realizada uma barreira naquele dia a pedido da Inteligência da Polícia Rodoviária Federal que informou que havia suspeita de que um veículo i30, com placas de Florianópolis, estaria com grande quantia de dinheiro ilícito.

Ao interceptarem o carro, os agentes constataram que tinham três ocupantes: Jean Carlos Cardoso, Júlio Pereira e Téo. Os agentes não responderam quem dirigia o veículo.

Bonfim afirmou que assim que o dinheiro foi encontrado em uma maleta no banco de trás do veículo, Júlio Machado disse que a quantia era para a compra de um terreno em Santa Cruz do Sul (RS), mas que a negociação não obtivera êxito. Logo depois, o guarda municipal voltou atrás e disse que o valor era para caixa dois de campanha eleitoral.

Quanto ao dinheiro, Douglas Paveck afirmou que na maleta tinham cerca de R$92 mil e que outros R$5 mil estavam no bolso de Téo.

Logo em seguida, o policial rodoviário Luciano Cafruni reiterou as informações passadas pelo colega e afirmou que Júlio era o mandante do esquema. “O Júlio era quem respondia pelo processo. Já o Jean tinha um papel mais secundário, mas mostrava conhecimento do que estava ocorrendo. E o terceiro, Téo, não parecia ter muita ação”.

“Eles eram uma pequena engrenagem de uma coisa maior. Não era um delito isolado”, concluiu Luciano.

Esta é a primeira vez, depois do dia da apreensão, que os dois policiais rodoviários falam sobre o que ocorreu. Para o vereador Vanderlei Farias (PDT), presidente da CPI dos Radares, os depoimentos foram muito esclarecedores e contribuíram significativamente para a investigação.

“A gente começa agora a entender o que houve realmente naquele dia. Com as oitivas de hoje conseguimos muitas informações que não tínhamos, nem mesmo por meio do relatório da Polícia Federal. Os dois policiais contaram momento a momento do que aconteceu e isso vai nos nortear para um novo momento dessa CPI”.

( De olho na ilha, 11/03/2015)

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