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TESTE FEITO NAS principais praias de Florianópolis no período com maior fluxo de turistas indica a presença de 3,6 mil espécies de micro-organismos, encontrados principalmente nos locais de maior circulação de banhistas

Jurerê Internacional ou Beira-Mar Norte: qual a areia com maior concentração de bactérias que podem causar doenças? Apesar de ser a queridinha dos turistas, a praia do norte da Ilha leva a pior na comparação. Esse foi o resultado da análise microbiológica do laboratório Neoprospecta, de Florianópolis, feita a pedido do Diário Catarinense.

A areia e a água de 10 praias da Capital – nove da Ilha e uma do continente – foram avaliadas pelos pesquisadores, que detectaram mais de 3,6 mil espécies de bactérias, sendo muitas vetores de doenças. O resultado é um alerta sobre os cuidados que os veranistas devem ter no contato com a água do mar ou com a areia.

Durante o verão, a equipe da Fundação do Meio Ambiente (Fatma) publica semanalmente relatório de balneabilidade. O levantamento é feito após coleta em 199 pontos pelo Estado. No entanto, apenas o mar é analisado pelo órgão. A areia não entra no estudo. Segundo Márcio Luiz, diretor de Proteção de Ecossistemas da Fatma, avaliá-la é mais complexo:

– A água é homogênea, então se eu coletar uma amostra em dois pontos a cinco metros de distância, o resultado vai ser muito parecido. Já na areia, isso não acontece. Para termos um padrão, teríamos que fazer milhares de coletas e análises.

A resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) 274 de 2000, que trata sobre praias, especifica padrões para análise da água do mar. No caso da areia, apenas sugere a órgãos públicos o procedimento.

FLUXO DE PESSOAS AMPLIA FOCOS

Pelo baixo número de exemplares coletados e as condições climáticas específicas do dia, o resultado da análise foi tratado como uma amostragem das praias sem validade de pesquisa oficial. No entanto, nas análises feitas pelo Neoprospecta é possível aferir uma relação entre o fluxo de pessoas e a quantidade de bactérias na areia.

– Locais como a Beira-Mar Norte e Itaguaçu apresentaram resultados melhores que Jurerê Internacional e Canasvieiras. Uma justificativa é que quanto maior o fluxo de pessoas, maior é a movimentação de bactérias – diz o biólogo Valdir Blasios.

(DC, 09/02/2015)



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