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Conclusão das obras do Mercado Público de Florianópolis é adiada e ala sul deve reabrir em abril

A conclusão da ala sul do Mercado Público de Florianópolis, que deveria ficar pronta inicialmente em julho deste ano, depois em janeiro de 2015, agora teve o prazo redefinido para o fim de março (estimativa da prefeitura) ou abril (quando de fato fecha o prazo do aditivo de mais 90 dias).

Além de aumentar o prazo, o orçamento também não foi suficiente e a obra ficará R$ 1,9 milhão mais cara. O valor inicial da revitalização do Mercado Público era de R$ 7,2 milhões.

A justificativa da prefeitura para os aditivos é a falta de estrutura de sustentação da ala sul, que só foi identificada após o início das obras, em julho deste ano.

O novo aditivo foi publicado no Diário Oficial do Município na segunda-feira, e o aditivo de prorrogação do prazo deve ser publicado nos próximos dias, solicitando mais 90 dias para conclusão da obra. O secretário adjunto da Secretaria de Obras Américo Pescador não soube precisar quando, mas afirmou que o documento está sendo preparado.

A ala sul foi construída em 1928, 29 anos depois da ala norte, e não há um projeto de referência do espaço ou qualquer registro na prefeitura sobre como foi erguida a estrutura. Por isso, segundo Pescador e o engenheiro Luiz Américo Medeiros, responsável pela obra, era impossível saber das dificuldades antes das intervenções.

“Nunca foi mexido desse jeito, uma inspeção tão profunda como essa. As obras eram sempre paliativas de pequenos reparos que não permitiam detectar falhas estruturais. Hoje podemos afirmar que os concessionários que chegarem terão segurança, o que antes não tinha como garantir”, disse Medeiros.

Os problemas estruturais só apareceram quando o prédio foi esvaziado e os operários começaram a escavar e mexer na estrutura dos pisos e paredes. Parte da cobertura desabou no início das obras de restauração. Os mezaninos que apresentam rachaduras e fissuras estão sendo escorados por vigas de ferro para não desabar enquanto o trabalho é feito em outros pontos do prédio histórico.

Reforço na estrutura para evitar desabamento

Atualmente, os operários trabalham principalmente nas fundações, em uma estrutura de laje de concreto armado, conhecida como radier, para sustentar as cargas dos pilares e paredes ente os boxes. As lajes estavam apoiadas sobre paredes de tijolo e por isso corriam risco de desabar.

“A estrutura era muito precária. Foram feitas muitas mudanças à revelia, tivemos que alterar o projeto e fazer dessa forma para dar segurança em todos os boxes”, justificou Américo Pescador.

O secretário adjunto afirma também que por ser um patrimônio histórico – o Mercado foi tombado como patrimônio cultural municipal em 1984 e pela classificação deve ser totalmente preservado em suas características internas e externas – tem uma série de requisitos que precisam ser respeitados. Há partes da estrutura que não podem ser alteradas ou demolidas e isso, segundo Pescador, também encarece o valor da obra entre 30% e 40%.

De acordo com o engenheiro Luiz Américo Medeiros, 60% a 70% do valor do aditivo devem ser investidos na estrutura. O restante será usado em reforços e nas adequações em portas e fechaduras que precisa […] Veja mais!
(ND, 18/12/2014)

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