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Moradores dos Ingleses, em Florianópolis, fecham rodovia e pedem por mais segurança

“Vem pra rua você também”, “Ei, você aí parado também pode ser roubado”. Os gritos e faixas estendidas nesta sexta-feira por mais de 400 moradores do bairro Ingleses eram de indignação e pediam por mais segurança, postos policiais e justiça.

Reunidos em frente ao Sacolão e Mercado da Economia, na rodovia João Gualberto Soares, eles iniciaram uma passeata que teve duração de aproximadamente duas horas. O objetivo: chamar a atenção das autoridades locais. Os manifestantes percorreram toda a rodovia e chegaram até a SC-403.

“Tivemos na última semana, no mínimo seis assaltos. A morte de nosso amigo foi o estopim para irmos a rua lutar por nossos direitos”, afirmou o comerciante da área de tecnologia, Ricardo Barbosa sobre a morte recente do comerciante Valdecir Mannes, dono de um supermercado, vítima de um assalto.

O protesto, de acordo com os manifestantes deverá continuar caso em sete dias as autoridades locais não tomem nenhuma providência, como o aumento do efetivo.

“A manifestação é um protesto de quem está cansado  dos constantes assaltos ocorridos no bairro. Recentemente assaltaram minha casa, enquanto toda família estava trabalhando. Fomos a delegacia  e tinham mais de mil Boletins de Ocorrências”, reclama Paulinho Machado que foi o responsável por dar início ao movimento que recebeu grande adesão na internet.

Enquanto o movimento ocorria, mais um assalto foi registrado no bairro. O comerciante de um estabelecimento de produtos congelados lamentou o ocorrido. “Perdemos as contas dos inúmeros assaltos que ocorrem no bairro. Agrediram meus funcionários e levaram dinheiro. Enquanto não tiver ronda e blitz a insegurança continua”, reclama Josué João Cabral.

Homenagem a Alemão

Após a passeata, os manifestantes se reuniram em frente ao Sacolão e Mercado da Economia, local onde ocorreu a morte do comerciante Valdecir Mannes,o Alemão, no dia 27 de janeiro. Uma oração foi realizada no local pelos moradores que prestaram uma última homenagem ao comerciante, ressaltando o seu espírito trabalhador. “Eu me senti atingida. Precisamos unir forças e pedir ajuda da Polícia Militar para fazer uma limpa em nosso bairro. Aqui prestamos nossa homenagem a um homem trabalhador, que acordava cedo todos os dias para ir ao Ceasa trazer frutas fresquinhas para o seu comércio”, reforçou a moradora e amiga da família Mannes, Marileia Pires.

Funcionários do sacolão também participaram da manifestação, mas preferiram não se expor por medo dos assaltantes. Insegurança esta sentida por muitos comerciantes do bairro. “Todos estamos assustados. Tenho sete câmeras em meu estabelecimento e mesmo assim fui assaltado. Não sabemos o que fazer”. lamenta o comerciante Edivaldo José Farias.

(Notícias do Dia 07/02/2014)

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