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Moradores da Ponta do Leal devem deixar palafitas até o final de 2015

No final de 2015, o casal Ismael Valência, 30, e Ana Cláudia Máximo, 24, com seus cinco filhos, não precisará mais temer incêndios como o do dia 10 de janeiro deste ano. Na ocasião, quatro casas da Ponta do Leal foram totalmente destruídas. Para evitar novas tragédias, nesta segunda-feira (16) foi lançado o edital de construção de 88 moradias na região, ao lado da favela montada de palafitas no final da década de 1960. A obra está orçada em R$ 5,6 milhões e faz parte do programa do governo federal Minha Casa Minha Vida.

Após perder a casa de madeira no incêndio, Ismael teve que ir morar com a família na casa de parentes, em São José. Aos poucos foi conseguindo a madeira para refazer o barraco. “Fiz tudo sozinho com o tempo livre que tinha no trabalho. Voltamos a morar aqui em agosto. Mas sempre fica o receio de um novo incêndio e a gente perder tudo de novo”, contou o motorista.

Ele mora com a mulher e os filhos há cinco anos na favela da Ponta do Leal. Dois deles são portadores de necessidades especiais, o que dificulta ainda mais o dia a dia de Ana Cláudia. No entanto, além da moradia, o prefeito Cesar Souza Júnior anunciou que vai construir uma creche na região. “Estou há dois anos tentando conseguir uma creche para os meus filhos, mas é difícil, porque dois são especiais. Se eu tivesse onde deixar os outros, ficaria mais fácil para dar atenção para eles. Espero que tudo mude com essas obras”, comentou Ana Cláudia.

O anúncio do lançamento do edital ocorreu no auditório da Casan. No evento, o prefeito disse estar pagando uma dívida com a comunidade. “A Ponta do Leal é uma das maiores vergonhas da nossa cidade, pois ninguém merece viver como essas famílias vivem. Todos nós temos direito a uma vida digna”, afirmou Cesar Júnior.

Após a solenidade, os participantes fizeram uma visita à comunidade. “Rodo muito este país e poucas vezes vi uma realização tão bonita. Esse é o objetivo da Caixa e do projeto Minha Casa Minha Vida”, aafirmou o presidente nacional da Caixa, Jorge Fontes Hereda.

Dez anos de luta

Emocionado, o líder da comunidade, João Luiz de Oliveira, conhecido como “Gão”, lembrou do início das conversas sobre a construção de moradias melhores para as famílias da Ponta do Leal. “Cerca de 340 famílias vivem aqui e, para conseguir esse edital, tivemos que passar por muitas coisas. Foram 10 anos de muita briga política, mas vencemos e todos nós teremos uma casa decente para morar”, festejou Gão.

Quem conhece bem essa saga é o pescador João Geraldo Carvalho, 53, primeiro morador da comunidade. “Fui o primeiro a montar um barraco aqui, ainda na década de 1960. Que bom que agora teremos um lugar melhor para viver”, disse.

A nora do Geraldo, Tainara do Nascimento Carvalho, 18, nasceu e cresceu na Ponta do Leal. Mas a filha dela, Thaliana, de um ano e cinco meses, vai ter uma história diferente. “Não vejo a hora de mudar para o apartamento novo e de colocar a minha filha na creche”, contou.

Orçada em R$ 5,6 milhões, a obra prevê a construção de quatro prédios, totalizando 88 moradias, na região entre a Ponta do Leal e a sede da Casan. Os apartamentos serão financiados pela Caixa. Cada família deve pagar no máximo R$ 100 por mês, dependendo da renda. “Vamos aguardar 45 dias úteis para definir a empresa vencedora, que depois terá até 90 dias para começar as obras. O prazo para conclusão dos prédios será de 18 meses a partir do início das obras. Esperamos que as famílias se mudem até o final de 2015”, detalhou o secretário de Habitação de Florianópolis, Rafael Hahne.

(ND, 17/12/2013)

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