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Mercado náutico: além do mito elitista no Brasil

Artigo de Renato Gonçalves, empresário, morador de Florianópolis (DC, 16/09/2013)
No mundo inteiro, a náutica é percebida como uma atividade saudável, socialmente acessível e dirigida principalmente às famílias. No Brasil, existe uma percepção distorcida com relação à elitização da atividade, segundo relatório da Associação Brasileira de Construtores de Barcos (Acobar). O documento descreve perfeitamente a discrepância que existe entre o Brasil e outros países desenvolvidos quando o assunto é náutica. O setor gera cerca de 10 mil empregos só na Grande Florianópolis e tende a crescer.
No Brasil são fabricadas cerca de 5 mil embarcações por ano – cresce mais de 10% ao ano – e caminha rumo ao tamanho do mercado norte-americano, que fabrica aproximadamente 250 mil embarcações por ano, um mercado 50 vezes maior que o nosso.
Outro dado pouco divulgado em relação ao verdadeiro público desses barcos: mais de 40% das embarcações de passeio em Santa Catarina possuem até 19 pés, ou seja, custam até R$ 60 mil. Existem os grandes iates de milhões de dólares, que geralmente vemos na TV e na posse de celebridades, mas estes representam menos de 3% das lanchas no país.
Já se tornaram maçantes as reportagens sobre o iate do Neymar, o catamarã do Roberto Carlos ou o megaiate do Steve Jobs. O que queremos ver na mídia agora são as reportagens sobre os finais de semana no Tinguá, com centenas de lanchinhas, ou os restaurantes flutuantes do Caixa D’Aço, os passeios pela Lagoa da Conceição e a infinidade de opções de lazer saudável que uma lancha oferece.
O mercado saiu de um crescimento de 10% ao ano para se tornar cada vez mais profissionalizado e maduro. Para cada emprego direto, sete indiretos são gerados pela indústria náutica catarinense.
Existem os grandes iates de milhões de dólares, das celebridades, mas representam menos de 3% das lanchas no país.

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