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A ilha que não deixam ser ilha

Artigo de Luiz Marcos Bora, engenheiro agrônomo (DC, 29/09/2013)

Desde os anos de 1500 uma ilha ao sul do Brasil conhecida como Ilha dos Patos pelos navegantes espanhóis, portugueses e holandeses serviu de abrigo e fornecedora de água doce e gêneros alimentícios aos indígenas que ali habitavam.

A partir de 1700, tornou-se a capital de uma província do império português, conhecida como Nossa Senhora do Desterro, e após um levante contra o Imperio, em homenagem ao marechal que restabeleceu “a ordem”, Florianópolis.

Em 1926, a Ilha ligou-se ao continente através de uma ponte e tornou-se definitivamente a capital dos catarinenses. O local ontinuou a receber navios de passageiros e cargas até a década de 1960, quando as águas da baía ainda batiam no Mercado Público e a cidade vivia e respirava intensamente o mar.

De repente, um aterro na baía sul, os barcos de pesca já nao atracavam no mercado, os navios já sem o porto passavam ao largo. A cidade virou as costas para a baía, e a Ilha, sem poder acolher seus visitantes em seu porto, se continentizou. Mais pontes, mais gentes, mais concreto, mais carros e por deixarem estar assim, o que Deus criou para ser um paraíso, está virando outra coisa.

O que seria natural numa ilha, um porto para receber navios, principalmente de turistas, para conhecer nossas belezas, em nome da proteção ao meio ambiente não deixam construir.

Contruir hotéis de padrão internacional em terrenos abandonados também não pode. Construir terminais marítimos para ligação Ilha-continente para transporte de pessoas, não pode.

Nada pode, a não ser ocupar todo seu solo com edifícios, ruas e asfalto. Provavelmente também não deixarão construir um metrô de superfície, que já deveríamos ter, pois será a única coisa a se mover na ilha, além dos peixes e aves, se algo não for feito em termos de transporte público.

Se não deixam ter um porto, se não posso receber navios, marinas, transporte marítimo…se não me querem ilha, por favor, aterrem também o canal e me incorporem definitivamente ao continente.

Enquanto isso, Itajaí irá construir uma marina e recebe uma regata internacional que movimenta a cidade e a coloca na rota das grandes regatas. E na mais linda Ilha do Atlântico, nada que se relacione ao mar, pode.

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