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Maiores produtores de goiaba e folhosas estão na Grande Florianópolis

Um produz, aproximadamente, 100 toneladas de goiaba vermelha por ano. O outro soma quase 130 toneladas de hortaliças por dia, sendo 40% apenas de folhosas. Os municípios de Biguaçu e Antônio Carlos têm centenas de agricultores que, juntos, se tornaram os maiores de Santa Catarina e trouxeram destaque e visibilidade às cidades.

Na Grande Florianópolis, o cultivo da goiaba é quase que exclusivo de Maurino Decker, 54. No município de Tijucas há outro produtor, mas é especializado na venda industrial e para processamento. Ele não tem muitos concorrentes e abastece uma grande rede de supermercados com 50% de toda a venda para o Estado.

A procura pela fruta cresceu tanto que há quatro anos ele precisou dobrar a produção. Hoje, ele soma 800 pés distribuídos em uma área de 41 mil metros quadrados, na localidade de Graciosa, interior de Biguaçu. Há quase 20 anos, Decker, a mulher Judite e os dois filhos se dedicam ao cultivo da goiaba. “Se tivesse mais produção, venderia. O mercado pede, mas não tenho como ampliar mais”, ressalta Decker.

Inimiga do frio, a fruta prefere o calor do verão para se desenvolver. O ciclo demora de seis a oito meses até a colheita e todo cuidado é pouco para evitar as pragas. Uma das medidas usadas por Decker é ensacar uma a uma para os insetos não pousarem nas frutas.

O quilo da goiaba é vendido pelo produtor a R$ 3,50 e revendido por cerca de R$ 5. “Eu plantava hortaliças, mas vi na goiaba um nicho de mercado”, ressalta Decker. De acordo com o engenheiro agrônomo da Ceasa (Centrais de Abastecimento), Emílio Ribeiro Neto, 90% da goiaba vendida no Estado vem de fora. Dos 10% restantes, boa parte é de Biguaçu.

Receita bruta de R$ 600 mil por dia

Conhecido como “cinturão verde” de Santa Catarina, o município de Antônio Carlos produz quase 60 toneladas de folhosas (alface, rúcula, salsão, cebolinha, agrião, entre outros) todos os dias, além das mais 70 toneladas diárias de raízes em 2,6 mil hectares de terra. A produção dos 800 agricultores soma R$ 600 mil por dia em renda bruta.

Os produtos são vendidos em todo o Estado e a cidade é responsável pela metade do abastecimento da Ceasa. Aldori Richartz, 43, é um dos maiores produtores de Antônio Carlos. Ele cultiva cinco tipos de alface e vende dois mil pés por dia, o que totaliza cerca de mil quilos. Além da alface, ele cultiva salsão, brócolis chinês e, na entressafra, planta beterraba, batata doce e milho.

Ao contrário da goiaba, a temperatura mais alta não é propícia ao desenvolvimento das folhosas por serem muito mais sensíveis. Por isso, nos 11 hectares de terras que tem, 25% do total será coberto. “Estou apostando no cultivo protegido para diminuir o descarte das hortaliças”, avisa Richartz. Em uma cultura normal, as perdas podem ultrapassar os 20% de produção, mas com a proteção cai para 2%.

(Por Mariella Caldas, ND, 12/10/2011)

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