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O potencial econômico da gastronomia de Florianópolis foi o tema central do evento “A Economia Criativa e a Gastronomia em Florianópolis”, realizado na segunda-feira (28/03), no Auditório do SEBRAE/SC, em Florianópolis. Mais de 100 pessoas — profissionais de estabelecimentos comerciais da área, de entidades representativas, instituições de ensino e pesquisa — marcaram presença para assistir o Coordenador Geral de Recursos Humanos do CNPq, Eduardo Barroso, o Chef da Alameda Casa Rosa, Alex Floyd, o presidente do Conselho de Administração Nacional da Abrasel, Célio Salles e o jornalista João Lombardo.
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O evento apresentou os conceitos de economia criativa, o estado atual do projeto “Florianópolis Cidade UNESCO da Gastromomia” e discutiu melhorias possíveis na cadeia produtiva da Gastronomia para que a cidade faça parte da Rede Mundial de Cidades Criativas. Diversas entidades conheceram o projeto que ganha cada vez mais representatividade com as novas adesões.
Na palestra de abertura, Eduardo Barroso abordou a indústria da economia criativa e as implicações na gastronomia local (confira a apresentação de slides do palestrante). Segundo Barroso, as indústrias criativas são não-poluentes, têm vínculo com a cultura local, alto valor agregado, proporcionam salário e renda mais altos. Na também chamada “economia da experiência”, o valor do mercado é determinado pelo grau de satisfação que proporciona aos consumidores. As indústrias criativas movimentam 200 bilhões de dólares por ano no Brasil, cerca de 6% do PIB. No entanto, Barroso alerta que o crescimento da economia criativa não é espontâneo, mas requer esforço de planejamento.
Para permitir um planejamento eficaz, a FloripAmanhã e a FECOMÉRCIO estão preparando uma pesquisa para diagnosticar o perfil da cadeia produtiva da gastronomia em Florianópolis. A pesquisa foi apresentada por Bernardo Howes, da Fecomércio-SC (faça download da apresentação), que prevê a conclusão do trabalho até o final de maio de 2011. Para sugerir questões ou conhecer mais detalhes sobre a pesquisa, contato com bernardo@fecomercio-sc.com.br.
Cada participante da “mesa debatedora” falou cerca de 15 minutos e depois o microfone foi aberto para o debate, quando foram sugeridas melhorias possíveis para a gastronomia local e pedida a participação mais engajada do poder público municipal no processo.
Alex Floyd, da Alameda Casa Rosa, ressaltou a falta de capacitação para questões básicas de gastronomia aqui em Floripa e citou os fornecedores como importante para o seu trabalho. “Se matéria-prima não é boa, não dá pra trabalhar”, resume. Para o Chef, Florianópolis precisa de capacitação dos jovens e qualificação dos fornecedores para subir um nível na cadeia da gastronomia.
João Lombardo, estudioso da gastronomia, lembrou que a cozinha do imigrante é uma cozinha de adaptação, pois o imigrante não tinha os ingredientes originais. “E importante as escolas valorizarem as coisas locais”, afirma. Lombardo acredita que Floripa precisa mesclar tradição e modernidade na sua gastronomia e não pode ter produtos gastronômicos só para a elite. “É preciso produtos de qualidade para todos os bolsos”, declara.
Célio Salles destacou o potencial de Florianópolis para ser cidade UNESCO da Gastronomia e enfatizou que criatividade e inovação não se opõem à tradição. Segundo Salles, “a comida do lugar reflete os insumos locais e as influencias étnicas, mas o produto final tem característica própria”.
Dossiê segue para a UNESCO em abril
O evento foi uma promoção do projeto “Florianópolis Cidade Unesco da Gastronomia”, uma iniciativa da Associação FloripAmanhã, com a participação da Prefeitura Municipal de Florianópolis, Fundação de Apoio a Pesquisa do Estado de Santa Catarina (FAPESC), Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (ABRASEL/SC), Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Santa Catarina (SEBRAE/SC), e Santa Catarina Turismo S/A- SANTUR.
Conhecedoras do potencial econômico e cultural que a Gastronomia representa para Florianópolis, este grupo de entidades está trabalhando para integrar a capital catarinense na Rede Mundial de Cidades Criativas da UNESCO como Cidade da Gastronomia.
Para justificar esta ambição e pleitear o reconhecimento da UNESCO, foi elaborado um Dossiê sobre a Gastronomia em Florianópolis e sua região de influência, abordando o patrimônio histórico-cultural da gastronomia; a infra-estrutura e a característica da culinária existente; os principais insumos locais e regionais; os modos de fazer; os saberes e formas de expressão cultural; estudos e projetos; festivais gastronômicos; plano de capacitação; potencial de divulgação e aspectos ligados ao respeito pelo meio ambiente. O dossiê está em fase final de revisão e em breve segue para análise da UNESCO, que pode levar até dois meses para dar seu parecer.
A busca dos dados e a organização das informações contou com o apoio de várias entidades, unidas no Grupo Gestor do Projeto Florianópolis Cidade UNESCO da Gastronomia, sob a coordenação da Associação FloripAmanhã.
Os resultados visados são o incremento do turismo qualificado, incentivo à formação especializada, produção de novos artefatos de suporte e agregação de valor à gastronomia local, gerando novas possibilidades de negócios com intercâmbios nos diversos segmentos e contribuindo assim para o desenvolvimento sócio-econômico e cultural da cidade.
DOWNLOADS
Apresentação de slides do palestrante Eduardo Barroso
Apresentação da Pesquisa Fecomércio/FloripAmanhã
(Republicado por DeOlhoNaIlha e FC&VB, 01/04/2011)

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