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Audiência pública trata do saneamento básico da Capital




O saneamento básico em Florianópolis (ou melhor, a falta dele) é assunto que sempre chama a atenção da população da Capital. Na audiência pública convocada pela Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal, presidida pelo vereador Dalmo Meneses (PP), realizada na última quarta feira, não foi diferente. Participaram do encontro para falar do saneamento e, em particular, do sistema de esgoto da região dos Ingleses, além de populares e parlamentares, representantes do executivo, Fatma, Casan e Ministério Público Federal.

No balancete apresentado pelo diretor técnico da Casan, engenheiro Fábio Krieger, consta que, de 2003 a 2010, a Companhia investiu mais de R$ 74,2 milhões no sistema de esgoto em Florianópolis, ampliando sua cobertura de 48% para 55%.

De acordo com o engenheiro, as obras que estão em andamento e com projeção de término para os próximos dois anos acumulam mais R$ 95 milhões em investimentos. A projeção é de que, até 2017, sejam investidos mais R$ 418 milhões em saneamento, ampliando a cobertura na Capital para 75%.

O presidente da Fatma, Murilo Flores, destacou a falta de planejamento e deficiências em alguns sistemas de tratamento de esgoto instalados na cidade. “Enquanto o esgoto for jogado diretamente nos rios e mares, a Fatma não emitirá documento de licenciamento”, diz Flores, destacando a necessidade da realização de tratamentos secundários.

A procuradora da República Analúcia Hartmann também questionou a falta de planejamento na elaboração do sistema de esgoto do município, e avisou que o Ministério Público Federal continuará a ser cada vez mais enérgico no seu papel fiscalizador.

Ao final da audiência, a Comissão do Meio Ambiente da Câmara de Veredores deliberou pela criação de uma Comissão Parlamentar para tratar dos assuntos de saneamento básico na Capital.

(Câmara Municipal, 17/03/2011)



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