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Área de 70 hectares deverá ter espaço para educação, praças, museus, passarelas e belvederes. Mangue, restinga, dunas, praias, lagoas e mar serão integrados e estarão à disposição de moradores e turistas

Ecossistemas são úteros de vida. E já que Florianópolis quer um jardim botânico, que seja ecossistêmico. Um espaço de educação através do humano e do natural, com praças, museus, passarelas, belvederes. Uma realidade não prisional, onde plantas não sejam confinadas para serem apreciadas como animais em um zoológico. Que o mangue, a restinga e as dunas; assim como as praias, as lagoas e o fundo do mar estabeleçam conectividade com crianças, jovens, velhinhos.

Em tom de certa licença poética, o futuro do Jardim Botânico de Florianópolis voltou a ser discutido. Foi na tarde de sexta-feira, na Fundação do Meio Ambiente (Fatma). Técnicos da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), da Fundação de Apoio à Pesquisa Científica de Santa Catarina (Fapesc) e da Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram) ouviram o detalhamento do projeto que tem apoio da OSX, empresa do Grupo EBX.

Na elaboração do projeto e plano de gestão já foram investidos R$ 500 mil. Um grupo gestor criado pelo governo do Estado faz o acompanhamento. A área total do botânico é de 70 hectares. O encontro serviu para que os especialistas, entre eles técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável, avaliassem a proposta de detalhamento das três estações: Manguezal do Itacorubi, Cidade das Abelhas e Rio Papaquara/Sapiens Parque, em Canasvieiras.

– Nosso modelo propõe conservação e educação no botânico – sugere o biólogo Ademir Reis.

Foi a segunda vez que as entidades se reuniram com a Fatma para discutir o projeto. Em maio, foram apresentadas e debatidas questões e sugestões, como a que apontou a parte abrangida pelo Sapiens Parque, chamada de Papaquara. A ideia é dotar o local com uma temática tecnológica.

Para a Cidade das Abelhas, foi discutida a possibilidade da criação de um belvedere, para que os visitantes possam usufruir da vista do parque.

Já o Manguezal do Itacorubi, área disponibilizada pela Comcap, passaria pelo processo de correção do mangue. Tudo isso, ainda, com o aproveitamento de uma área próxima à recepção da Epagri. No local, um corredor formado por palmeiras lembra o cenário do Jardim Botânico do Rio de Janeiro e pode se tornar o portal do jardim.

Em comum para as três estações, acesso fácil e meios de transporte para interligá-los.

As discussões sobre o projeto não se encerraram. Dentro de 40 dias o grupo volta a se reunir.

(Por ÂNGELA BASTOS, DC, 22/08/2010)

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