Turismo e representação
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Turismo de qualidade

O encontro do Conselho Mundial de Viagem e Turismo (WTTC) que se realizará entre os dias 14 e 16 de maio em Florianópolis deverá constituir um marco na história do turismo catarinense. O WTTC reúne os principais nomes da indústria turística global e a partir de suas estratégias, estabelecidas em encontros anuais, diversos megainvestidores mundiais definem o que irão fazer com seus recursos, que não são nada modestos. O turismo representa 10% do PIB planetário e é responsável pela manutenção de mais de 230 milhões de empregos. Além disso, cada cidade que abriga o evento ganha projeção de imagem e uma considerável injeção financeira Dubai, nos Emirados Árabes, sediou o evento no ano passado, quando recebeu 15 milhões de visitantes, a imensa maioria de alto poder aquisitivo, cujo gasto per capita ficou entre US$ 500 e US$ 850 por dia, uma fortuna se comparado aos pouco mais de US$ 45 diários despendidos pelo turista que hoje visita a Ilha de Santa Catarina no verão. Entretanto, se é evidente que o congresso do WTTC representa uma oportunidade inédita para alavancar o turismo catarinense, e em especial o da Capital, também o é o fato de que precisamos incrementar de forma significativa a infraestrutura e os serviços em geral. Nesses quesitos, ainda estamos a anos-luz dos principais destinos procurados pelos turistas do mundo plenamente industrializado.

Devem ser equacionadas o mais rapidamente possível questões como saneamento básico, oferta segura de energia elétrica e água, segurança pública, diversidade de entretenimento – com ênfase aos aspectos culturais –, transporte e sistema viário e qualidade na prestação de serviços como o de limpeza urbana, policiamento, de gastronomia e de atendimento a visitantes que falem outros idiomas. O que se pretende, em suma, é que o Estado e a Capital saibam exatamente que tipo de turismo pretendem desenvolver. Já se sabe à exaustão que a mera recepção de legiões e legiões de visitantes que aqui chegam com parcos recursos apenas contribui para agravar problemas já crônicos e sérios. Tampouco se pode aspirar a um modelo elitista que torne inviável a vinda dos brasileiros em geral e que provoque uma elevação insustentável dos preços e do custo de vida, pois isto seria trágico para os moradores das áreas turísticas. Autoridades públicas, trade turístico e a sociedade em geral precisam debater a questão, sempre levando em conta que a qualidade de vida dos catarinenses, a preservação do meio ambiente e a manutenção de uma imagem caracterizada pela cordialidade do povo e pelo espírito acolhedor de nossa terra devem ser o fiel da balança. Se é evidente que o congresso do WTTC em maio próximo representa uma oportunidade inédita para alavancar o turismo catarinense, e em especial o da Capital, também o é o fato de que precisamos incrementar de forma significativa a infraestrutura e os serviços em geral.

(DC, 14/02/2009)

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