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O governo federal pretende utilizar o conceito de crédito de carbono – referente a emissões de dióxido de carbono (CO2) que deixaram de ser emitidas – para receber fundos pelo desmatamento evitado. “Se pagamos por estoques de carbono em outras áreas por que não pagar aqui, para manter a floresta natural?”, questionou ontem o diretor geral do Serviço Florestal Brasileiro, Tasso Azevedo, no Carbon Market Americas, principal conferência sobre o mercado de carbono na América Latina, realizado em São Paulo.
Com 550 milhões de hectares, a Floresta Amazônica possui um estoque de mais de 200 bilhões de toneladas de CO2. Na visão do governo, é preciso valorizar este carbono estocado na floresta por meio do pagamento pela preservação florestal. O programa, previsto para ser lançado em junho, sugere o pagamento de 5 dólares por cada tonelada de CO2 reduzida com a prevenção do desmatamento.
“Nosso comprometimento entre 2008 e 2011 é diminuir consideravelmente o desflorestamento”, afirmou Azevedo. Para alcançar isto, o governo se compromete a investir 500 milhões de dólares neste período e planeja promover o reflorestamento de um milhão de hectares por ano e promover o gerenciamento de maneira sustentável de 15 milhões de hectares de florestas por ano até 2011.
No período de 2008 a 2011, as taxas de desmatamento serão comparadas com o ano anterior e, então, será calculada a quantidade total de emissões referentes ao quanto se reduziu. “Se não tiver redução ninguém ganha nada”, explica Azevedo. Caso haja um aumento no desmatamento, este valor será descontado do total de redução do ano seguinte.
Os recursos recebidos serão aplicados no gerenciamento sustentável das florestas. Segundo Azevedo, os recursos irão para um fundo do BNDES e 20% estarão disponíveis para investir em transferência tecnológica.
O total de emissões reduzidas será calculado com base na área de desmatamento evitada naquele ano, multiplicado por toneladas de carbono por hectares. A contagem da área total será feita com base em imagens de satélite do Prodes. “A idéia é que a dificuldade de ganhar fundos aumente a cada ano, até que cheguemos próximo a zerar o desmatamento”, afirmou Azevedo.
(Paula Scheidt, Carbono Brasil, 17/04/08)

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