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As sacolas plásticas estão no centro de um acirrado debate que coloca em lados opostos ambientalistas e representantes da indústria petroquímica. A discussão gira em torno da quantidade de lixo derivado do plástico produzido pela humanidade.
Para se ter uma idéia do tamanho do problema, estima-se que sejam produzidas 500 bilhões de sacolas plásticas por ano no mundo, equivalente a 1 milhão por minuto. No Brasil, os supermercados distribuem 1 bilhão de sacolas por mês, o que dá a média de 66 sacolas para cada brasileiro.
Como a maior parte deste material acaba no lixo, a matéria-prima das sacolas, o plástico filme, já representa 10% de todo o detrito coletado no país. Alcança o incrível volume de 210 mil toneladas.
Os ‘verdes’ defendem a retirada gradual das sacolas plásticas do mercado, substituídas por materiais biodegradáveis, como papel ou sacolas feitas de fontes renováveis de energia, caso do milho e da cana-de-açúcar. Há ainda tecidos feitos da mistura do algodão com fibras feitas de garrafas PET (leia texto nesta página) para produzir sacolas de pano.
“Há muitas maneiras de evitar o uso da sacola plástica”, diz a economista e ambientalista Sueleide Prado, administradora da ONG Vale Verde, de São José dos Campos. “O importante é diminuir a quantidade de lixo.”
Reagindo à grita ambiental, a indústria desenvolveu o plástico oxibiodegradável, tido como a solução para o problema da lenta degradação das sacolas plásticas no meio ambiente, que demoram pelo menos 300 anos para se decompor.
A novidade utiliza aditivos químicos para acelerar a decomposição das sacolas na natureza. Modificado, o plástico reage ao contato com o oxigênio e some mais rapidamente.
No entanto, há controvérsias sobre a nova tecnologia. Segundo o engenheiro químico Edson Fujita, 57 anos, de São José, os plásticos (polímeros) são muito estáveis e demoram séculos para se degradar no meio ambiente. O oxiplástico criado pela indústria petroquímica acelera essa decomposição com a adição de produtos químicos.
Acontece que tais produtos são tóxicos, lembra Fujita, e podem contaminar o meio ambiente. Eles até liberariam gases de efeito estufa, como CO2 e metano, além de metais pesados e outros compostos inexistentes no plástico comum.
“Não existem estudos adequados sobre os danos à natureza deste tipo de plástico, principalmente a longo prazo”, afirma Fujita.
O engenheiro defende a adoção do componente chamado biopolímero, que nada mais é do que o plástico feito de fontes renováveis de energia, como milho e cana-de-açúcar.
A Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), em parceria com a iniciativa privada, está desenvolvendo pesquisas para produzir o biopolímero. “Eles serão os plásticos do futuro, capazes de livrar a sociedade de montanhas de detritos”, comemora o secretário de Estado do Meio Ambiente, Francisco Graziano Neto, o Xico Graziano.
Diferenças à parte, ambientalistas e políticos concordam num ponto: é preciso diminuir a produção de lixo, doméstico e industrial. As melhores propostas são ampliar a quantidade de material reutilizável e pressionar a indústria, através do mercado, para adotar medidas ecologicamente positivas.
Hoje, estudos estimam que cada pessoa gere a média de 900 gramas diárias de lixo. Em São José, por exemplo, os caminhões da Urbam (Urbanizadora Municipal S.A.) recolhem em torno de 500 toneladas de lixo por dia.
Do total, apenas 24 toneladas são separadas nas casas e levadas para a reciclagem. O restante vai para o aterro sanitário no Torrão de Ouro, na zona leste. “Cerca de 38% desse lixo desperdiçado poderia ser reaproveitado. É riqueza jogada fora”, aponta Rogério Rosa, 35 anos, coordenador do Centro de Triagem do aterro.
Lá, 96 auxiliares coletam e separam o lixo trazido pelos caminhões da coleta seletiva, que atendem 90% da cidade. Só de plástico, são 900 quilos por dia.
Pelas mãos de Ângela Aparecida Lima, 46 anos, passam todos os dias cerca de 300 quilos de lixo reutilizável. Ela trabalha na separação há 10 anos e conta que mudou seus hábitos depois de ver tanta coisa boa jogada fora. “Uso bem menos plástico em casa. Procuro reaproveitar tudo o que posso”, diz. Para ela e o mundo, dizem os ambientalistas, a saída é essa.
(Alexandre Alves,Vale Paraibano, 24/02/2008)

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