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Lucro que comércio quer vem de navio

Em janeiro deste ano, o primeiro cruzeiro que deveria chegar a Florianópolis não pôde atracar na praia de Canasvieiras por falta de licenciamento ambiental junto à Capitania dos Portos de Santa Catarina. Com isso, os 1,7 mil passageiros do transatlântico Island Star foram impedidos de desembarcar na Capital. O problema foi resolvido e cada vez mais a Ilha entra na rota dos navios turísticos. De dezembro deste ano a março de 2008, 60 novos transatlânticos devem passar por Santa Catarina. A vinda desses passageiros reflete no aumento da arrecadação para o Estado, estimulando a Secretaria de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, através da Santa Catarina Turismo S/A (Santur), a idealizar projetos modernos e ambiciosos para explorar este filão marítimo.

A poita instalada na baía de Canasvieiras pela Santur ajudou a resolver este problema. Antes, os transatlânticos paravam no canal de navegação da baía de Canasvieiras e, mesmo ancorados, precisavam manter os motores ligados para não serem levados pelas correntes marinhas enquanto os passageiros eram transportados em embarcações menores ao trapiche de Canasvieiras. Com a poita, além das próprias âncoras na proa, os navios ficam amarrados pela popa, permanecendo fundeados com motores desligados e economizando combustível no desembarque.

Segundo o secretário de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Gilmar Knaesel, a expectativa é que a a vinda de turistas com alto poder aquisitivo aumente nos próximos anos, com a entrega dos projetos do píer em Canasvieiras, no Norte da Ilha, outro em Porto Belo, além do porto turístico de Florianópolis, em local ainda indefinido. “O turista desses transatlânticos gastam em média US$ 100 dólares por dia. O que é um número bastante expressivo para a economia local.”

Knaesel explicou que os portos de Florianópolis e de Porto Belo são considerados naturais, ao contrário dos outros três o Estado: São Francisco do Sul, Itajaí e Imbituba. “Esse turista merece ser recebido num bom píer e também ter um porto de nível internacional, por isso, a importância dos projetos que estão em andamento”, acrescenta. Para auxiliar no desembarque deste público no Estado, a Santur elaborou os projetos para construção de piers em Canasvieiras e Porto Belo. Juntos, os dois totalizam U$ 1 milhão.

Os passageiros são obrigados a descer num píer de madeira. O novo será de concreto e está apenas na dependência da licença ambiental. “Nós trabalhamos num projeto de nível internacional, com uma estrutura bem armada e que contemplará todos os nossos turistas”, diz Valdir Walendowsky, presidente da Santur.

Futuro porto é projetado para Ponta do Leal

O Porto Turístico de Florianópolis é uma das estratégias da Prefeitura para inserir a cidade na rota dos cruzeiros mundiais. De acordo com o idealizador do projeto, Ernesto São Thiago, a idéia é trilhar uma tendência mundial e construir um porto integrado a uma área de lazer na ponta do Leal, região continental da Capital, em um investimento orçado em mais de US$ 150 milhões.

O porto deve gerar cerca 5 mil empregos diretos e indiretos. “Enquanto esse turista gasta uma média de US$ 100 em breves passagens pela Ilha, queremos atrair aquele que pode deixar até US$ 500 por pernoitar na cidade e freqüentar restaurantes, bares e o comércio”, explicou São Thiago. Com um cais alfandegado com capacidade para quatro navios e movimentação simultânea de até 10 mil pessoas e uma marina voltada a grande veleiros, o porto turístico contemplaria também área de lazer, com espaço para gastronomia, cultura, compras e estudos.

O secretário de turismo de Florianópolis, Mário Cavalazzi também destacou que a vinda de transatlânticos é responsável pela movimentação econômica. “Todos os transatlânticos que recebemos saem de Santos. Com a finalização do nosso porto, teremos condições de receber os turistas estrangeiros que tradicionalmente gastam mais que os brasileiros”, diz.

Para o comandante e capitão dos portos de Santa Catarina, Hamilton Henrique, a construção aumentará a segurança para todas as embarcações.

(André Luís Cia, A Notícia, 21/10/2007)

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