Atenção ao risco
23/04/2007
Florianópolis cosmopolita
23/04/2007

Novos empreendimentos estão transformando a Capital catarinense, que por muitas décadas se limitou a ser pólo do funcionalismo público do Estado. Hoje, grandes shoppings centers, casas noturnas e de espetáculos, megastores, cinemas de última geração, hotéis de redes internacionais, viadutos e projetos ambiciosos recolocam a Ilha no circuito das metrópoles.

Desde a implantação do Shopping Beiramar, em 1993, Florianópolis não experimentava um boom de inovação tão grande quanto o dos últimos anos. Mas, foi em 1998, com o surgimento do Centro de Convenções CentroSul, que começaram os investimentos que trouxeram à Capital as maiores redes internacionais de hotéis.

– Florianópolis vivia só da temporada e do funcionalismo. Quando o Centrosul surgiu, a cara da cidade mudou – explica o Leonardo Vieira, gerente do CentroSul.

Graças ao impulso, Florianópolis hoje é o terceiro destino de turismo de eventoss, atrás apenas de São Paulo e Rio. A cidade figura no ranking mundial na 148ª posição em atração de turistas estrangeiros de eventos. O movimento também atraiu as redes de hotéis.

– Para o Sofitel, 70% da clientela é corporativa, executivos que têm filiais em Florianópolis e vem realizar negócios ou participar de eventos – diz a gerente de vendas do Sofitel, Soraya Mazer.

Grandes redes de restaurantes e fast food também passaram a se interessar pela cidade. Conforme o diretor executivo da rede Giraffas, Cláudio Miccieli, Florianópolis não é mais atrativa apenas na temporada, por isso a empresa decidiu se instalar na Capital.

Estrutura inovadora

Com um dos maiores crescimentos populacionais do país, a Capital catarinense corre contra o tempo para oferecer uma estrutura de serviços e comércio digna das grandes cidades. As poucas opções de lazer tornaram o ambiente atrativo para investimentos de vulto, que pretendem mudar a cena cultural da cidade, animando o comércio e os serviços.

Surgiram dois novos shoppings em curto espaço de tempo, com o aporte de R$ 120 milhões no Floripa Shopping e R$ 160 milhões na mais recente inauguração, o Iguatemi. Segundo Carlos Jereissati Filho, diretor superintendente da Iguatemi Empresa de Shopping Centers, a parceria realizada com o grupo Santa Fé garante o sucesso do empreendimento.

– A grife Iguatemi por si só já mostra o potencial de Florianópolis. Os olhos de nossos parceiros estão se voltando cada vez mais para a Capital e este interesse vai elevar o padrão de investimentos na cidade – afirma o Leonardo Araújo, diretor de criação da GAD’, empresa de design e arquitetura responsável pelo projeto do shopping.

O conceito de livraria megastore chegou ao país em 1996, através da Livraria Saraiva, que inaugurou o modelo em Florianópolis no novo shopping. O alto padrão de vida da Capital catarinense e seu ar cosmopolita exigia um equipamento como a megastore do Iguatemi para atender a crescente necessidade cultural da cidade, conforme o diretor superintendente da Saraiva, Marcílio Pousada.

– Florianópolis merecia já há algum tempo uma livraria como esta, que não deixa nada a desejar às megastores de outros estados – diz o advogado Aloízio Dobes.

Sete novas salas de cinema e oito em fase de construção

Com apenas cinco cinemas até duas semanas atrás, a Capital ganhou sete novas salas no Iguatemi, uma delas a maior do Sul do país, com 530 lugares, e deve receber outras oito no Floripa Shopping em breve. De acordo com o diretor do Cinesystem, Ari Sundfeld, o investimento total foi de R$ 3,5 milhões em equipamentos de última geração, dois mil lugares, salas em formato stadium e diferenciais, como a compra de ingressos antecipados e com lugar marcado.

– Muitas vezes deixei de ir no cinema porque não tinha espaço. A população da cidade cresceu muito e as opções ficaram restritas, até agora – diz o representante comercial Paulo Pereira, comprando pipocas para assistir a um bom filme.

Junto com a família, a funcionária pública Márcia Macarini também se impressiona com as inovações tecnológicas do Cinesystem.

– Pelo que podemos ver, estas salas vão desbancar tudo o que temos em termos de cinema na cidade, pelos preços, opções de horários e pela qualidade – afirma.

Além de livros e filmes, a cena cultural da cidade também precisava de uma nova casa de espetáculos. E ganhou. O Floripa Music Hall inaugurou semana passada em grande estilo. Maior empreendimento do gênero na cidade, com 1,8 mil metros quadrados, som e luz de última geração e capacidade para mil espectadores, o local promete agitar a programação cultural.

– Florianópolis estava precisando de uma casa como esta – diz Rubens Laureano, administrador de empresas que assistiu ao show de inauguração.

– O ambiente cultural da cidade vai melhorar – garante o administrador Marnio Coelho Pires, empolgado para assistir Gal Costa.

– A cidade, agora, está muito melhor. Nunca tinha visto nada parecido – diz a analista de sistemas, Nízia Corrêa.

(Simone Kafruni, DC, 22/04/2007)

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