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Iniciativa pioneira do projeto Reciclagem Orgânica da Família Casca, do Departamento de Engenharia Rural da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) permite que cinco toneladas de lixo orgânico sejam transformadas em adubo mensalmente. O projeto vem sendo desenvolvido no Parque Ecológico do Córrego Grande, em Florianópolis, desde 2005, em parceria com a comunidade. O bairro produz 70 toneladas de resíduos orgânicos por mês e cerca de 7% são reaproveitados. O processo iniciou com um trabalho de conscientização, de acordo com estudante de agronomia, Lucas Machado Porto. “Os moradores doam a coleta de restos de alimentos e produtos vegetais e em troca recebem gratuitamente adubo fabricado com os resíduos orgânicos”, declara o estagiário.

Até dezembro do ano passado, a arrecadação média era de uma tonelada de resíduos por mês, mas parceria com condomínios e restaurantes propiciou um grande acréscimo de material coletado, informa Lucas. Para viabilizar a atividade extra-curricular do curso de agronomia, a Fundação Municipal do Meio Ambiente (Floram), responsável pela administração do parque, destinou uma área para a realização do processo e da horta educativa. “O adubo é resultante do processo de compostagem anaeróbica, utilizando basicamente cascas e grãos, cobertos com palha e serragem e ficam maturando por seis meses”, ensina o estudante. O resultado é um produto natural e rico em componentes que as plantas necessitam, como húmus, uréia, minhocas e cálcio. “Um vegetal equilibrado não necessita de fertilizantes e agrotóxicos que agridem a natureza”, lembra o estagiário.

O projeto também oferece oficinas de compostagem (transformação de resíduos orgânicos em adubo) de agroecologia e de produção de papel reciclado e brinquedos a partir de sucatas gratuitas à comunidade. “As aulas ocorrem todos os sábados de forma alternada para cada oficina”, informa Lucas. Para se inscrever, basta procurar o quiosque instalado no parque. Atualmente, seis restaurantes e oito escolas do Córrego Grande são parceiros da iniciativa.

Outra atividade desenvolvida pelos estagiários é a coleta de óleo de fritura. O trabalho é desenvolvido em parceria com Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro). Lucas conta que o resíduo é utilizado como biocombustível por uma cooperativa. Para colaborar, basta armazenar o óleo de cozinha em uma garrafa PET ou de vidro e levá-lo até o parque.

Compostagem como saída

A compostagem é uma alternativa para minimizar os problemas ocasionados pela grande produção de lixo e sua deposição em lugares inadequados. Os resíduos de escolas, residências e restaurantes podem dar origem a um composto orgânico rico em nutrientes, para gerar alimentos sem utilização de produtos químicos. O adubo natural não atrai animais e insetos
(ratos, moscas, baratas, mosquitos) que transmitem doenças.

O óleo de cozinha, quando despejado na pia, ocasiona a incrustação das paredes da tubulação e a conseqüente obstrução das redes coletoras, dificultando o tratamento de esgoto. Nos rios a presença do óleo também é nociva. Como é mais leve do que a água, ele flutua formando uma barreira comprometendo a base da cadeia alimentar aquática. Com a reciclagem, o óleo de pode servir como biocombustível ou participar na produção de sabão.

Parque tem trilhas em mata

Com uma área total de 21,3 hectares, o Parque Ecológico do Córrego Grande conta com infra-estrutura diversificada, onde as trilhas de mata nativa são a maior atração. Os percursos contam com placas de sinalização e de identificação de cerca de cem espécies de árvores. Uma das trilhas é adaptada para portadores de necessidades especiais. Dois lagos, parque infantil e a brinquedoteca e lanchonete também garantem a diversão para toda a família.

A Floram mantém um viveiro e uma estufa para pesquisa e cultura de mudas nativas. Este setor faz parte do Projeto Florir Floripa, que trabalha com menores de rua. Durante o dia, os visitantes são atendidos pelas próprias crianças, que ensinam como as plantas devem ser tratadas. O parque está localizado na rua João Pio Duarte Silva, 535, e funciona de terça-feira a domingo, das 7h30 às 19 horas.

(Gisa Frantz, A Notícia, 23/02/2007)

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2 Comentários

  1. erica disse:

    gostaria de receber mais informações sobre composteira, sou professora de educação infantil de uma escola no municipio de Piedade S.P e gostaria de montar uma composteira com meus alunos.
    fone: (15) 33441225

  2. Cremilda do Carmo Ramos disse:

    Por mais que fala-se em meio ambiente, reciclagem, as pessoas ainda não estão totalmente envolvidas, como é para o bem da humanidade, o processo de reciclagem deveria ser disseminada, as prefeituras deveriam trocar práticas. Eu participei de um Simpósio de Química no colégio em minha cidade João Monlevade – MG a alguns anos atrás, tentei conseguir o processo, mas não consegui fazer contato o grupo que apresentou. Ainda não consegui o processo, como já falei pelo bem da humanidade, será que é possivel conseguir através desta Associação? Aguardo feedback.

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