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Coleta de recicláveis muda segunda-feira

Depois de 11 anos, está confirmada a transferência dos coletores de materiais recicláveis das imediações da Ponte Pedro Ivo Campos para o Centro de Transferência de Resíduos Sólidos (CTRs), no Itacorubi. A mudança será possível com a adoção de novo sistema de coleta seletiva no centro da cidade. O processo foi simulado durante três dias da semana passada.

A Associação dos Coletores de Materiais Recicláveis (ACMR), a Companhia Melhoramentos da Capital (Comcap) e a Prefeitura aprovaram ajustes de horários de roteiros e definiram o dia 12 de fevereiro, próxima segunda-feira, para o início da operação em definitivo.

O novo sistema de coleta, em parceria do poder público e o segmento organizado de coletores, é inédito em Santa Catarina. Para consolidá-lo, a Comcap vai ceder instalações e implantar roteiros diferenciados de coleta dos materiais recicláveis em quatro pontos do centro. Também vai fornecer em média 35 toneladas de materiais por mês para subsidiar o transporte dos triadores.

O encurtamento do percurso dos catadores, em razão dos novos pontos de coleta e transbordo, vai permitir a redução do número de carrinhos que trafegam pelo Centro de 60 para apenas 25. Além de diminuir em média 22 quilômetros no percurso diário dos coletores – sob a tração de mais de 100 quilos em média -, o novo sistema reduz os riscos de acidentes (com coletores e transeuntes) e os impactos sobre a paisagem urbana do Centro.

Previsão é de aumento de renda para coletores

A remodelação da estação de triagem da ACMR, com a disponibilização de prensa e esteira, vai permitir melhor classificação dos materiais e decorrente valorização de preço no fornecimento de matéria-prima à indústria da reciclagem.

O secretário do Continente e presidente da Comcap, José Nilton Alexandre, disse que o novo sistema cumpre um “compromisso pessoal” do prefeito Dário Berger com a humanização e agregação de renda ao trabalho dos catadores. “Este sistema vai servir de modelo para Santa Catarina”, aposta Alexandre.

Segundo o assessor técnico e responsável pelo novo sistema da Comcap, Luiz Carlos Leotilio de Mello, a parceria com os coletores assegura ao poder público a economia de R$ 730 por dia, na medida em que dez toneladas são recicladas e deixam de ser encaminhadas ao aterro sanitário. “Isso sem contar os ganhos ambientais para a sociedade e de qualidade de vida tanto para os coletores quanto para as pessoas que moram ou trabalham no centro”, aponta Mello.

(A Notícia, 07/02/2007)

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1 Comentário

  1. Caterine disse:

    Necessitamos de coleta seletiva no Norte da Ilha.

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