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Uma casa de quatro quartos, com todas as dependências, pa­ra usufruto de uma família com dois filhos. Vinte e oito anos de­pois, a casa continua com qua­tro quartos, mas a família cres­ceu e tem sete filhos. Resultado desse crescimento, na linguagem bem familiar do su­perintendente do Aeroporto Interna­cional Hercílio Luz, Valdeci Arcanjo Novaes, é a perda de conforto e que­da na qualidade dos serviços ofere­cidos aos passageiros.

Construído em 1978, o atual sa­guão tem capacidade para 980 mil passageiros por ano. Dados de 2005, da Empresa Brasileira de Infra-estrutura Aeroportuária (Infraero), mostram 1,5 milhão de embarques e desembarques, para uma média diária de cem operações (pousos e decolagens).

Nos últimos 15 anos, o crescimen­to médio anual do número de pas­sageiros tem sido de 1 1,3%, o que já coloca o Hercílio Luz em posição avançada como o 12° aeroporto mais movimentado do Brasil.

Segundo Novaes, o fato de Floria­nópolis possuir um terminal cujo li­mite operacional esteja saturado não indica que a cidade e o aeroporto es­tejam perdendo receita.

- Pelo contrário. Quanto mais passageiros, mais ganhos. Porém, menos conforto - justifica.

Essa queda de qualidade já amea­ça a certificação “B” do Hercílio Luz, e que há 10 anos já foi “A”. Para que não chegue à categoria de conforto “C”, o suoerintendente Valdeci Arcanjo Novaes aposta todas as suas fi­chas na homologação da licença de impacto ambiental do novo termi­nal, cujo projeto já está pronto e há inclusive dotação orçamentaria para início imediato das obras.

Uma audiência pública, na sede da Fiesc, em Florianópolis, está marcada para as 19h do dia 16 de agosto. Segundo Novaes, todos as correções com relação ao acesso, principal ponto de polémica, já fo­ram cumpridas.

Com 33,6 mil metros quadrados de área construída, novo terminal terá capacidade de atender até 2,7 milhões de passageiros por ano. O pátio de estacionamento das aerona­ves será ampliado e poderá receber até 12 aeronaves simultaneamente. Serão investidos R$ 295 milhões na construção, que incluirá, pistas de táxi e de manobras e divisão de in­cêndio.

Projeto prevê construção até de um shopping

O novo terminal de Florianópolis se encaixará na atual filosofia da In­fraero de terminais shopping centers. O projeto prevê 64 pontos comer­ciais, que oferecerão desde lojas de roupas a cabeleireiros. O aumento das pistas e a instalação ou renova­ção de equipamentos de auxílio à navegação não serão feitos, porque, segundo Novaes, não há demanda.

Se aprovado, o relatório de impac­to ambiental, inicia-se o processo de licitação da obra. A previsão da In­fraero é de abertura de 4,4 mil em­pregos diretos e indiretos.
(Felipe Faria, DC, 29/07/2006)



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