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Falta de tratamento de água é questão de saúde pública
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A comunidade do bairro de João Paulo reivindica a paralisação da construção da Estação de Tratamento de Esgoto que está sendo erguida ao lado do cemitério Jardim da Paz. Eles afirmam que a obra, localizada numa área de manguezal no Saco Grande, vai causar problemas de saúde para a população e reclamam que os dejetos lançados na baía Norte por emissário submarino podem causar impacto no ecossistema, como a proliferação de algas nas regiões de Cacupé, Santo Antônio e Sambaqui. Com efeito, a pesca e maricultura seriam atingidas.

“Não foi feito estudo de impacto, nem houve audiência pública para que a comunidade fosse informada do que está sendo construído”, disse o representante da União Florianopolitana de Entidades Comunitárias (Ufeco), Modesto Azevedo. A construção da estação faz parte de um acordo de ajustamento conduta do Shopping Florianópolis com a Fatma e o Ministério Público Federal.

A Casan rebateu essa informação e afirmou que o impacto ambiental da obra é negativo e que possue todas as licenças para a construção. “Estamos despoluindo o rio Pau do Barco e os efluentes vão sair da estação de tratamento com 95% de pureza”, disse o diretor de expansão Valmir Piaceantini. A obra está orçada em R$ 2 milhões e faz parte de um plano de investimentos de R$ 8 milhões que vai garantir saneamento básico para toda a região. A estação será inaugurada em setembro e atenderá cerca de 6 mil moradores.

Os moradores acreditam que houve pressa em executar a construção e reclamam que não foram feitos estudos de impacto ambiental e de vizinhança. A Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma) afirmou que a subestação não precisa dessas análises porque atende todas as exigências da prefeitura. A Casan explica que a substação é um projeto moderno e que não vai deixar mau cheiro na região.

A comunidade também reclama que não houve audiências públicas, o que contraria o Estatuto das Cidades. A Câmara de Vereadores não soube confirmar essa informação. A comunidade espera recolher 50 mil assinaturas para exigir do Ministério Público e da Casan mais informações sobre a estação. A representante do Conselho Comunitário do bairro Angela Liuti afirmou que não é contra a construção do shopping, nem da estação, desde que respeitada a segurança da população.
(Wendel Martins, A Notícia, 31/05/06)

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